Quando uma nova turnê é anunciada, a primeira coisa que fazemos não é comprar ingresso.

A gente abre três calendários diferentes: o meu, o do Daniel e o do Paul.

E é aí que a aventura começa…

Eu amo planejar viagens.
Sério.

Adoro pesquisar destinos, descobrir curiosidades, procurar cantinhos fora do óbvio, entender a história da cidade e montar roteiros. Pra mim, a viagem começa muito antes do embarque — ela já ganha vida no planejamento.

E justamente por amar essa parte, resolvi compartilhar algumas dicas que sempre funcionam por aqui. Mas preciso confessar: o nosso jeito de viajar foge um pouco do roteiro tradicional dos viajantes “comuns”. 

No nosso caso, o cronômetro dispara quando o Paul McCartney anuncia uma nova turnê. É ali, com as datas de shows em uma mão e um calendário na outra, que começamos a desenhar nosso trajeto. 

Com o passar do tempo, a gente foi percebendo que, por mais diferente que seja cada viagem, o planejamento sempre passa pelas mesmas seis perguntas. A ordem pode variar, a importância também — mas elas sempre aparecem! Independente de você estar correndo atrás de um ex-Beatle, querendo descansar em uma praia isolada num feriado prolongado ou fazendo aquela viagem dos sonhos que não sai da cabeça. O ponto de partida muda. As perguntas, não. 

  • Quando?
  • Por quanto tempo?
  • Onde?
  • Quanto gastar?
  • Onde ficar?
  • O que fazer?

Quando as respostas aparecem, seu plano estará praticamente pronto e sua viagem muito melhor organizada. Não existe fórmula mágica — cada pessoa viaja de um jeito, tem prioridades diferentes e bolsos diferentes. Mas este passo a passo vai te ajudar a estruturar sua próxima aventura de forma simples e tranquila.

1- Quando e por quanto tempo?

Para a maioria das pessoas, estas duas perguntas andam de mãos dadas com o calendário corporativo. A não ser que você tenha muita flexibilidade ou trabalhe por conta própria, pode ser que sua jornada dependa de um período de férias ou de um feriado prolongado.

Por aqui, nós lidamos com uma logística um pouco mais complexa: são 3 agendas diferentes! A minha, a do Daniel e a do Paul. Nosso desafio é abrir o calendário e quebrar a cabeça tentando encaixar os dias de férias com o ritmo da estrada e com os compromissos de shows.

A dica de ouro: Defina as datas de ida e volta antes de qualquer outra coisa. Ter um horizonte claro evita uma série de inconvenientes, como comprar serviços por impulso ou em dias com tarifas abusivas ou em datas que você não vai estar disponível.

2 – Onde? (O destino ideal para o seu momento)

Se você ainda não tem um destino fixado por um show (como nós) ou aquela viagem dos sonhos engatilhada, você precisará escolher o local da sua próxima parada. 

Então, primeiro decida:

  • viagem nacional ou internacional?
  • praia, cidade histórica, natureza ou frio?
  • descanso absoluto ou agenda cultural intensa?

Depois faça uma lista de destinos que te interessam.

Atenção ao clima!!! Viajar pra Europa é maravilhoso, mas se você odeia o frio, não tem porque ir pra lá no auge do inverno! Também não faz muito sentido ir pra uma estação de esqui no alto verão. Alinhe as expectativas da viagem com o clima local.

A nossa dica é abrir o Google Flights, selecionar a data desejada, a cidade de origem e deixar o destino em branco e então clique no botão explorar. O Google mostrará um mapa mundi com o preço das passagens para dezenas de cidades ao mesmo tempo. É uma ferramenta fantástica para descobrir destinos econômicos que nem estavam no seu radar.. 

E vamos combinar: gastar menos na passagem significa mais dinheiro para gastar com experiências no destino.

3 – Quanto gastar?

A experiência comprova a teoria na prática: dá para viver o mesmo destino de formas completamente diferentes dependendo das escolhas que você faz. 

Não é sobre o lugar — é sobre o que você prioriza dentro dele. 

Os maiores gastos normalmente são:

  • passagens aéreas ou combustível
  • hospedagem,
  • alimentação
  • deslocamento interno

Tente definir um teto de gastos máximo antes de começar a passar o cartão de crédito. Saber o seu limite te dá segurança para tomar decisões melhores — como escolher entre aquele jantar num restaurante premiado ou uma sequência de descobertas na culinária popular de rua, um hotel no centro ou uma hospedagem num bairro mais residencial da cidade. 

4 – Onde ficar?

As opções hoje são infinitas: desde a hospitalidade na casa de amigos, passando por hostels, aluguéis de curta temporada (como o Airbnb) até hotéis de todas as categorias. O que faz sentido para o seu perfil e para a sua carteira? 

Ao escolher a localização, coloque na balança o deslocamento interno. Você pretende andar a pé? Usar transporte público, Uber ou alugar um carro? Às vezes, aquela hospedagem super barata que fica longe de tudo não compensa o valor (e o tempo) que você vai gastar para chegar até as atrações.

A localização pode mudar completamente sua experiência na cidade!

Como o nosso foco principal costuma ser o show, nossa prioridade número um é buscar uma hospedagem que nos permita voltar do estádio ou arena a pé. Os eventos terminam tarde, o transporte público fica caótico ou indisponível e conseguir um táxi/uber na saída é uma missão quase impossível. Poder caminhar calmamente de volta para o quarto — ainda com os ouvidos zumbindo, repassando cada música, cada momento — vale cada passo cansado que a gente dá. Só quem já viveu isso entende..

5 – O que fazer?

Aqui a internet vira sua melhor amiga!

Pesquise muito e explore possibilidades.

Você pode começar pelo site oficial de turismo da cidade — ele costuma ser uma mina de ouro para entender o calendário de eventos locais, feiras e os principais pontos históricos. Depois, mergulhe em relatos de pessoas reais para entender o que realmente vale a pena. 

Para organizar tudo isso, eu e o Daniel usamos uma dinâmica que funciona perfeitamente: criamos um mapa personalizado e compartilhado no Google Maps. À medida que vamos descobrindo lugares legais, vamos “pinando” o mapa com ícones e cores diferentes. Isso nos ajuda a enxergar quais atrações estão perto umas das outras, otimizando nossas caminhadas diárias.

A gente sempre procura ficar um ou dois dias além do dia do show, pra poder conhecer um pouquinho a cidade. Porque o dia do show é sagrado e todo reservado ao Sir Paul.

Mas para além do show, as experiências de viagem são profundamente pessoais! O que é incrível para uma pessoa pode ser um tédio para você. Há quem passe horas em museus analisando obras de arte; eu, particularmente, prefiro sentar em um banco de praça e observar o movimento da cidade. Uns buscam estrelas Michelin, o Daniel prefere uma comida autêntica num restaurante local.

Aqui não tem regra (aliás, nem aqui e nem em lugar nenhum…).

A melhor viagem não é a mais cara ou a mais famosa.
É a que mais combina com você.

6 – Detalhes Finais

Com o roteiro desenhado, dedique um tempo para a burocracia. Verifique a validade dos passaportes, a necessidade de vistos, vacinas específicas obrigatórias ou seguros de saúde (essenciais para viagens internacionais). Já pensou planejar os mínimos detalhes de uma viagem incrível e não conseguir embarcar por algum detalhe desconhecido?

Ah, e dê uma última checada na previsão do tempo para a semana da viagem. Isso vai te salvar de carregar quilos de roupas desnecessárias na mala ou de ser pego de surpresa por uma friaca fora de hora.

E principalmente, não esqueça dos ingressos dos shows!!!

Checklist rápido para planejar sua viagem

Antes de fechar as malas, certifique-se de ter definido:

  • [ ] Datas da viagem e quantidade de dias
  • [ ] Orçamento estimado (teto de gastos)
  • [ ] Destino e clima local
  • [ ] Passagens / Logística de transporte
  • [ ] Hospedagem bem localizada
  • [ ] Mapa de pontos de interesse estruturado
  • [ ] Documentação, vacinas e seguro-viagem
Checklist de viagem – Organiza o roteiro e o bolso!

No fim, o planejamento sempre foi, para a gente, uma forma de antecipar a alegria. Cada pin no mapa, cada aba aberta no navegador, cada passagem pesquisada já é um pedacinho da viagem acontecendo. E quando o avião finalmente decola, a gente já viveu aquilo uma vez na imaginação — o que torna tudo ainda melhor na vida real. 

E lembre-se: Viajar de verdade é respeitar o seu próprio ritmo e seu próprio gosto. Muita gente se sente obrigada a cumprir “checklists” turísticos e acaba voltando da viagem achando que precisa de férias das férias!

Em uma coisa eu e o Daniel sempre concordamos: melhor que colecionar carimbos no passaporte, é colecionar momentos que a gente ainda vai lembrar daqui 30 anos!

E você? Como organiza suas andanças? 

É do time dos mapas coloridos ou prefere chegar e descobrir tudo na hora?

Conta pra gente nos comentários!

One response to “Nosso planejamento de viagem: Do anúncio do Paul até as malas prontas!”

  1. […] aqui como nossa agenda de férias depende da agenda de trabalho do […]

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