E Paul nos trouxe para Montreal!
Fomos por causa de dois shows, mas voltamos com muito mais que lembranças da turnê.
2 shows para o Daniel, 1 pra mim. Isso acontece muito: o Daniel vai sozinho e eu fico de boa. Não faço questão de ir a absolutamente todos os shows em todas as cidades. Assim a gente economiza uma graninha do ingresso e ninguém fica triste.
Nos trilhos da VIA
A viagem de trem é uma delícia! Apesar de longa, o tempo passa mais rápido. As cadeiras são mais confortáveis do que nos aviões. Os trilhos são mais seguros que as estradas. E quando o wi-fi gratis funciona é melhor ainda!

Viajamos pela VIA Rail Canada, e faríamos uma troca de trem em Ottawa. Saímos às 8h32 de Toronto (perdeu o post? clica aqui), mas o trem atrasou pelo caminho, acho que tinha obras ou coisa assim. Quando percebemos que o trem estava atrasando, a primeira preocupação foi a conexão em Ottawa. E se perdêssemos o próximo? Precisaríamos comprar outra passagem?
Felizmente a VIA Rail resolveu tudo antes mesmo de chegarmos. A viagem que levaria cerca de 8 horas, acabou levando 10. Perdemos a conexão, mas fomos automaticamente transferidos para o próximo trem. Ainda no caminho já tínhamos recebido a notificação de alteração e os novos tíquetes para a nova viagem. Nota 10 para a VIA!!! Muito organizado! O que podia ser muito estresse, foi apenas um atraso na programação. Sem prejuízos para a saúde e sem prejuízos para o bolso.
Você quer brincar na neve?

Chegamos em Montreal com muito frio e já no escuro, apesar de ser apenas 18h10. Comemos apenas um sanduíche na estação mesmo e seguimos para o nosso quarto. Por sorte estávamos hospedados relativamente perto da estação de trem e fomos andando mesmo. De repente, olhei pela janela e estava nevando! Nevando muito!!! Não tínhamos o que fazer senão colocar nossas roupas e descer para a rua tomar o primeiro banho de neve da vida! Parecíamos crianças de 5 anos – com carinha de 50…
O dia seguinte amanheceu tão frio quanto a noite anterior. E a neve continuou a cair. Dia de show normalmente não tem muito passeio, ficamos em função dEle. Fomos caminhando até o hotel onde ele estaria hospedado. Caminhar é a melhor forma de conhecer uma cidade. A gente repara nos detalhes, observa o ritmo das pessoas e descobre cantinhos que talvez nunca apareceriam em um roteiro. Mas muito cuidado para não escorregar no gelo que se forma nas calçadas!

A beleza do frio e da neve tem prazo de validade.
Depois de um tempo a neve branquinha acumulada se mistura com a sujeira e poluição e vira uma coisa enlameada, molhada, suja e feia. Acaba com o glamour…
E nesses dias frios descobrimos o nosso melhor amigo!

Acho que existe uma lei não escrita no Canadá: nunca há menos de um Tim Hortons a poucos metros de você. São muitas lojas em todos os lugares. Você pisca e tropeça numa Tim Hortons. Nosso roteiro era simples: caminha – congela – chocolate quente – descongela – volta a caminhar e o ciclo se repete até o dia acabar!
E Ele chegou!
Foi uma das “tocaias” mais geladas que fizemos! A limowatch aconteceu nos dois dias, um mais gelado que o outro. E nós sempre lá com nossa bandeira já conhecida de outros tempos. Normalmente nessas horas de espera acaba acontecendo uma interação ou outra. Mas aqui foi diferente. Não sei se foi o frio, as línguas diferentes, mas ninguém conversava muito. Não havia aquela muvuca de fãs que costuma surgir naturalmente. Ficamos ali, nós dois, tentando nos aquecer e esperando a limo aparecer.

Paul entrou, Daniel entrou e no primeiro show eu fui pra casa.
No segundo dia,aproveitamos algumas horinhas entre a manhã e a tarde para passear.
Um toque de Beatles em Montreal
Mas engana-se quem pensa que a história com os Beatles ficou só no show do Paul!
Montreal também guarda uma das histórias icônicas de um Beatle. Em 1969, foi no quarto 1742 do Fairmont The Queen Elizabeth que John Lennon e Yoko Ono realizaram o Bed-In pela Paz e gravaram “Give Peace a Chance”. Acho super bonito essa história do rock também ser um ato político! O acontecimento permanece vivo nas nossas memórias e nas janelas ainda pintadas com as palavras de protesto “Hair Peace” e “Bed Peace” desde aquele dia.

Seguimos caminhando até o Mont Royal (que deu origem ao nome da cidade) e almoçamos num restaurantezinho muito simpático, com cardápio vegano caprichado e atendimento muito cordial. Nota 10!
Outro dia, outro show. O frio continuava impiedoso, as pessoas continuavam quietas. Mas dessa vez não fui pra casa. Entrei na arena e assistimos ao show juntos, de um ângulo bem diferente! Apesar de esquisito a primeira vista, depois de assistir a tantos da maneira tradicional, achei bem divertido ter um outro ponto de vista!

Um pouco mais de Montreal
No nosso último dia fomos conhecer a cidade olímpica. Montreal foi sede dos jogos olímpicos de 1976. Eu não era nem nascida! Mas o Parque Olímpico está muito bem conservado e modernizado. O estádio olímpico, o antigo velódromo que hoje abriga o Jardim Botânico, a torre de Montreal, a praça das bandeiras… Tudo muito lindo e impressionante. Passamos um bom tempo lá.

Depois fomos para o Parc du Mont Royal. Muito frio, muita neve, muita subida e uma vista lindíssima. Uma pena que não tínhamos muito tempo. O parque é muito grande e parece muito bonito. Esperamos as luzes da cidade se acenderem no mirante e corremos, porque tínhamos horário para o espetáculo de luzes da Basilique Notre-Dame de Montreal.
E quando eu falo corremos, falo literalmente!
O caminho estava em obras e o trânsito estava caótico. Chegamos na Catedral esbaforidos e em cima da hora! Por pouco ainda pudemos entrar! Assistimos ao espetáculo, que é muito bonito e assim terminou nossa aventura na cidade.

Toronto que me desculpe, mas Montreal sim roubou meu coração…
O contraste das construções modernas no meio das antigas é apaixonante. As línguas inglesa e francesa, a atmosfera européia, a neve, os shows, as paisagens… Montreal foi inesquecível! Merece todos os aplausos! Pena que foi muito rápido.
O Paul nos trouxe até aqui, mas Montreal nos fará voltar!







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